segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Gibran Khalil Gibran


Gibran Khalil Gibran também conhecido simplesmente como Khalil Gibran, foi um ensaísta, filósofo, prosador, poeta, conferencista e pintor de origem libanesa, cujos escritos, eivados de profunda e simples beleza e espiritualidade, alcançaram a admiração do público de todo o mundo. Li diversos livros dele: O Profeta, Uma Lágrima e um Sorriso, O Errante, Temporais, Asas Partidas, Parábolas e Espírito Rebelde.


Cantem e dancem juntos e sejam alegres, mas que cada um também fique só. Assim como as cordas do alaúde são sós, embora vibrem à mesma música.


... Pois tem sido sempre assim com o amor: ele só conhece sua profundidade na hora da separação.

O amor nada dá senão de si próprio e nada recebe senão se di próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir. Pois o amor basta-se a si mesmo.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor, pois o amor, se vos achar dignos, determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.  (O Profeta)

E ainda que canteis como os anjos, se não tiverdes amor ao canto, tapais o ouvido do homem às vozes do dia e às vozes da noite.

Desejais conhecer em palavras aquilo que sempre conhecestes em pensamento.

Quando estiverdes alegres, olhai no fundo de vosso coração, e achareis que o que vos deu tristeza é aquilo mesmo que vos está dando alegria.
E quando estiverdes tristes, olhai novamente no vosso coração e vereis que, na verdade, estais chorando por aquilo mesmo que constituiu vosso deleite.

Ide, pois, aos vossos campos e pomares e, lá, aprendereis que o prazer da abelha é sugar o mel da flor, mas que o prazer da flor é entregar o mel à abelha.
Pois, para a abelha, uma flor é uma fonte de vida. E para a flor, uma abelha é uma mensageira de amor. E para ambas, a abelha e a flor, dar e receber o prazer é uma necessidade e um êxtase.
Nos vossos prazeres, imitai as flores e as abelhas.

Se eu aceito o sol, o calor, e o arco-íris, preciso aceitar também o trovão, a tempestade, e o raio.

Você me dá tanta alegria que ela chega a doer, e você me causa tanta dor que eu chego a sorrir.

É preciso deixar que aconteçam as coisas que precisam acontecer, então é necessário estar aberto para o inesperado.

Não posso planejar nada de importante, só pequenas coisas. Quem planeja o que é importante transforma tudo em pequenas coisas.

Existe um abismo entre a vida e o ser humano, e – para atravessar este abismo -  é preciso ter coragem de tocar a própria alma, e mudá-la de direção.

Um homem só pode se colocar nas mãos de alguém quando o amor é tão grande, que o resultado desta entrega é a liberdade total. (Cartas de amor ao profeta)

As pessoas que se esforçam para serem interessantes são as mais aborrecidas de todas.


A consciência de uma planta no meio do inverno não está voltada para o verão que passou, mas para a primavera que irá chegar. A planta não pensa nos dias que já foram, mas nos que virão. Se as plantas estão certas de que a primavera virá, por que nós – os humanos – não acreditamos que um dia seremos capazes de atingir tudo o que queremos?

O único silêncio que experimentamos juntos é aquela que nos faz compreender tudo. Os outros silêncios são cruéis e desumanos.

É preciso fazer todo o esforço possível para libertar-se do passado; temos que olhar o dia de ontem como uma mãe que, embora ainda tenha a face contorcida de dor após o parto, está feliz por aquilo que conseguiu.

O desejo é a fonte do poder que tudo muda.

A vida sempre nos dará mais do que achamos que merecemos.

Todas as coisas são belas, e se tornam ainda mais belas quando não temos medo de conhecê-las e experimentá-las.

Um homem, em um avião, vê a Terra de um ângulo diferente, mas com os mesmos olhos. Tenho que mudar os olhos, para que possa ver as coisas como realmente são.

A experiência é a Vida com asas.

O amor é consciente de si mesmo. É um impulso criativo; não tem outro propósito além de preencher a si mesmo.
O ser humano é perfeito em suas imperfeições.
Preciso aceitar que, quando alguém me parece estar se movendo muito devagar em determinada direção é porque esta é sua única maneira de percorrer aquele caminho.
A mesma coisa acontece com o amor.

Ninguém pode ser ajudado a compreender o invisível – é preciso que cada um parta para sua própria aventura.

Não podemos conduzir os outros a entender o verdadeiro significado da vida; eles precisam descobrir sozinhos que, algumas partes da árvore sobem para o céu, e outras se enterram na terra.

A eternidade só conserva o amor por ser igual a ela.

Quem não vê a tristeza, não vê a alegria.


O ouro é como o amor. Mata quem o guarda e vivifica quem o dá.

A flor volta à vida senão pelo caminho da morte. O amor não se torna realmente grande senão pela separação.

O coração que ama descobre às vezes, luzes nas trevas.

Quem não passa os dias no palco dos sonhos, permanece escravo dos dias.

Poucos de nós somos capazes de juntar um fato a outro fato diferente e fazer deles uma verdade. (O Errante)

Quem espera atingir a primavera sem passar pelo inverno, nunca o atingirá. (Temporais)

O objetivo da vida é atingir o que há além da vida.

A vida são duas metades: uma metade gelada e uma metade em chamas. O amor é a metade em chamas.

Uma vida sem amor é como árvores sem flores e sem frutos. E um amor sem beleza é como flores sem perfume.

A simplicidade faz o homem vazio e esse vazio o torna despreocupado. (Asas partidas)

O amor é a única liberdade do mundo, porque eleva tanto o espírito, que as leis da humanidade e o fenômeno da natureza não podem alterar seu curso.

A escuridão pode esconder as árvores e as flores de nossos olhos, mas não poderá esconder o amor de nossos corações.

A aparência das coisas mudas de acordo com as emoções, e vemos surpresas e belezas nelas, quando a magia e beleza estão realmente em nós.

É errado pensar que o amor provém de longa convivência e de uma corte perseverante. O amor é a consequência de uma afinidade espiritual e, a não ser que essa afinidade se demonstre num instante, jamais será criada em anos ou mesmo em gerações.



Um comentário:

  1. Quem não vê a tristeza, não vê a alegria.

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